Quase maratona de início de ano – parte 2

jan-fev

Eu ia fazer o post da segunda quinzena de janeiro e depois de fevereiro… Mas a maratona de trabalho (trabalho e escrita) não deixou hahaha Então vai a coisa toda de uma vez só, antes de eu pirar com os lançamentos desse mês e esquecer de fazer o post.

Acho que consegui diminuir um pouco meu ritmo de leitura, mas não tenho certeza porque já comecei com as releituras inevitáveis das minhas séries favoritas, mas não estou mais no ritmo louco do início de janeiro.

Vamos lá:

Série Dark Angels- Keri Arthur

Darkness Devours (#3), Darkness Hunts (#4), Darkness Unmasked (#5), Darkness Splintered (#6), Darkness Falls (#7)

dark angels

Comentários sobre os dois primeiros livros estão aqui.

Eu estava no meio do livro 3 quando fiz o outro post, e vou preferir não falar muito mais sobre a série para evitar spoilers. Mas se eu já estava gostando, continuei e adorei a forma como a grande maioria das coisas na série foi trabalhada. Alguns pontinhos me incomodaram um pouco, mas nada que realmente atrapalhasse, e teve um final digníssimo.
 

Série First Salik War – Jean Johnson

The Terrans (#1), The V’Dan (#2)

first salik war

Essa série apareceu nos recomendados para mim no Goodreads, e resolvi dar uma chance. A história começa quase trezentos anos no futuro, onde existe um governo planetário na Terra e viagens espaciais são comuns, mesmo que a humanidade não tenha encontrado nenhum alienígena. Já comecei a gostar no tal do governo planetário: a autora realmente teve o cuidado de fazer uma coisa global, sem se fechar naquele núcleo norte-americano/europeu que é o mais comum.

No primeiro livro, uma equipe é organizada para uma missão de reconhecimento, usando como base as visões que todos os prescientes do planeta estavam tendo.  A protagonista, recrutada para essa missão, é uma telepata e telecinética, que já serviu nas forças espaciais e depois foi para a política. Lá pelas tantas, eles dão de cara com uma nave alienígena, resgatam uns ETs que parecem humanos com listras e marcas coloridas pelo corpo de uma outra espécie que costuma comer os prisioneiros – os Salik – e pronto, primeiro contato alienígena feito. A partir daí a coisa se desenrola: os terráqueos e os V’Dan tentando se entender, as diferenças de cultura, etc, etc, e uns tantos problemas políticos no segundo livro. A única coisa que me incomodou é que tem muita falação desnecessária, pelo menos no meu ponto de vista. A protagonista, Jackie, fala demais, se estende, sendo que não é necessário. Mesmo assim, adorei e estou esperando o próximo livro. E tanto gostei que fui atrás da outra série da autora que se passa no mesmo mundo, mas duzentos anos no futuro.
 

Série Nightfall Chronicles – Karpov Kinrade

song of kaiSong of Kai (#2.5)

Esse livro. Ai, esse livro. Eu ainda não consegui parar pra fazer uma resenha decente aqui, mas vou fazer, juro que vou.

A história continua, agora pelo ponto de vista da Corinne. Gostei bastante de conhecer o lado dela da história, de como ela se tornou a personagem que conhecemos e de onde a família dela vem. Boa trama, de novo temos um monte de fiozinhos dos livros anteriores sendo puxados de um jeito que faz a cabeça de quem estar lendo dar um nó, e o começo de romance foi muitíssimo bem construído. Ah, sim, e chorei outro rio no final (já imaginava que isso ia acontecer).

Agora só falta uma coisa: CADÊ DAUGHTER OF STRIFE???
 

Série London Steampunk – Bec McMaster

Kiss of Steel (#1), Tarnished Knight (#1.5), Heart of Iron (#2), My Lady Quicksilver (#3), The Curious Case of The Clockwork Menace (#3.5), Forged by Desire (#4)

(Sorry, fiquei com preguiça de procurar as capas xD )

Peguei essa série porque estava procurando algum romance steampunk e ela apareceu relacionada a algumas séries que amo. Não vou dizer que é ruim… Mas também não vou sair elogiando o que para mim não funcionou tão bem.

Comecei o primeiro livro com boas expectativas – não exatamente altas expectativas, porque sempre me ferro quando acontece isso. Durante o primeiro livro todo, tive a impressão de um mundo e uma mitologia excelentes que podiam ser muito mais bem aproveitados. Mesmo assim, foi uma boa leitura e fui pro próximo, esperando que tivesse uma evolução. Ai, gente. A mesma coisa que mais me incomodou no primeiro (a protagonista até então forte sendo raptada e precisando esperar o mocinho ir salvar ela) aconteceu de novo. E de novo. E de novo. Até que cansei.

De longe, o livro que mais gostei foi My Lady Quicksilver. Daria três estrelas e meia pra ele. Desisti em Forged by Desire e não devo voltar para terminar a série.
 

Série Theirs not to Reason Why – Jean Johnson

A Soldier’s Duty (#1), An Officer’s Duty (#2), Hellfire (#3), Hardship (#4), Damnation (#5)

theirs not to reason why

Acho que bastante gente ouviu meus surtos com essa série. Ainda bem que só conheci ela depois de todos os livros lançados.

Essa série se passa no mesmo mundo de First Salik War, que eu mencionei ali em cima, mais ou menos duzentos anos no futuro. A protagonista, Ia, é presciente (entre várias outras coisas), e no seu aniversário de quinze anos, quando seu poder termina de amadurecer, ela vê o que vai acontecer trezentos anos no futuro: uma espécie alienígena vinda de outra galáxia vai consumir a Via Láctea. Ela tenta encontrar um jeito de evitar isto, mas só existe uma chance, e essa chance depende completamente dela. A partir daí, Ia dedica sua vida a tornar essa chance real e influenciar passado e futuro para que ainda exista vida na Via Láctea trezentos anos no futuro.

Scifi militar de primeiríssima. A autora teve muito cuidado com autenticidade nas questões militares, e a série acompanha desde quando Ia se alista na Força Espacial Terráquea, no seu aniversário de 18 anos, até o fim de duas guerras (a segunda guerra contra os Salik e a segunda guerra contra os Grey). A construção da história e dos personagens, do mundo, da sociedade… Eu me apaixonei, de verdade. É impressionante como tudo que a Ia faz tem um motivo, tudo se encaixa, mesmo que o leitor só vá perceber isso três livros depois.

Entrou na minha lista de séries favoritas, e super recomendo.
 

Série Souls of Fire – Keri Arthur

Fireborn (#1), Wicked Embers (#2)

souls of fire

Primeiramente, admito que parei no meio do livro 2. Estou com medo do final e o livro 3 ainda não saiu. Vou esperar :v

De novo, Keri Arthur com uma construção de mundo de fantasia urbana que é deliciosa (não, não é o mesmo mundo de Dark Angels e Riley Jenson). Adorei como ela consegue fazer a história se passando na mesma cidade, mas com uma dinâmica totalmente das outras duas séries. E a protagonista é uma fênix. Uma fênix. Pois é. Eu já estava curiosa antes até de ler a sinopse justamente por causa disso.

Vou deixar para ser mais detalhada sobre essa série quando o último livro sair, mas enquanto isso: tem ação, tem luta, tem sangue, tem sexo (como sempre), ótimos personagens e ótima trama.
 

Série Riley Jenson Guardian – Keri Arthur

Full Moon Rising (#1), Kissin Sin (#2), Tempting Evil (#3), Dangerous Games (#4), Embraced by Darkness (#5), The Darkest Kiss (#6), Deadly Desire (#7), Bound to Shadows (#8), Moon Sworn (#9)

Que nem eu tinha falado no outro post, eu comecei a ler essa série muitos anos atrás e não lembro por que parei. Quando peguei pra reler os primeiros, não me lembrava de quase nada, mas como já tinha lido a série Dark Angels, que se passa uns vinte e poucos anos depois dessa, eu já tinha uma noção de quem ia viver e quem ia morrer. E isso definitivamente não foi uma boa coisa.

É fácil entender porque eu pirei tanto nessa série lá em 2009 quando topei com ela internet afora: ela é violenta, sexy (a protagonista é meio lobisomem, como a Risa de Dark Hunter. Isso, precisa de sexo), com boas tramas e com uma protagonista que nunca fica sentada esperando alguém vir salvar ela. E isso é o que eu mais gosto na Riley: ela luta o tempo todo para manter sua liberdade, seja do Diretorado (a organização quase militar que mantem a ordem entre os seres sobrenaturais), seja dos seus amantes. E isso é um caso a parte, como ela se recusa a abrir mão de ser quem é por causa de um homem, mesmo que ame ele. Sinto falta de mais atitudes assim em livros.

Bom, foram nove livros e estou tentando não fazer testamentos, então fica só a recomendação: série muito boa!
 

Série Anomaly – Sandy Williams

Shades-of-TreasonShades of Treason (#1)

Cadê o próximo livro, cadê? Essa série é um scifi com uma estrutura bem próxima de uma fantasia urbana. Juntou meus dois amores <3

A protagonista, Ash, é uma anomalia: uma pessoa que tem algo diferente na sua genética que faz dela mais rápida e mais forte que os humanos normais. Mas isso não foi o suficiente para salvar sua equipe quando foram atacados durante uma operação secreta. E é aí que as coisas se complicam. Ela é acusada de traição, e exigem que ela entregue os dados que conseguiriam na missão, mas ao mesmo tempo já estão sendo atacados e a coisa toda vira uma bola de neve.

Eu adorei a Ash, adorei o Rykus (apesar de ter vontade de dar uns tapas na cara dele às vezes), adorei a construção de mundo e a trama. Não que isso tenha me surpreendido, essa autora me fez gostar de um triângulo amoroso na outra série dela, já tinha certeza que ia adorar essa também. Só não digo que daria cinco estrelas por causa daquela coisinha básica: o casal para pra se pegar quando estão no meio do nada e fugindo de soldados. Não. Faz. Sentido. Mas paciência rsrsrs Fora isso, amei de ponta a ponta.

 

Série Scarlett Bernard – Melissa F. Olson

Dead Spots (#1), Trail of Dead (#2), Hunter’s Trail (#3)

scarlett bernard

Eu não lembro quem foi, mas alguma cliente minha me mandou uma capa dessa série de referência. Eu acabei indo procurar de que livro era, achei interessante e peguei a série.

A protagonista, Scarlett, é uma nula. Isso quer dizer que nenhum tipo de magia funciona perto dela, seja um feitiço ou o que quer que faz um lobisomem e um vampiro não ser humano. Ela é basicamente a ‘tia da limpeza’ em Los Angeles: quando alguém do Velho Mundos (os seres sobrenaturais) tem algum problema ou acidente (normalmente envolvendo corpos), ela é chamada para limpar a cena e dar um jeito na evidência. Até que um belo dia ela é chamada para limpar as coisas em um parque e dá de cara com uma cena que parece saída de filme gore e, pra piorar, um policial chega antes que ela consiga fazer qualquer coisa.

A partir daí as coisas se complicam para todos os lados. Eu amei a construção da mundo, a dinâmica da sociedade e como os problemas foram rolando. A única coisa que me incomodou foi o maldito triângulo amoroso extremamente desnecessário e previsível. Fora isso, uma boa série. Não é excepcional, mas foi uma ótima leitura.

 

Série The Others – Anne Bishop

Written in Red (#1), Murder of Crows (#2), Vision in Silver (#3)

the others

Certo, alguém me fala por que diabos eu demorei tanto a ler essa série??? Lembro que dei um berro quando vi que Anne Bishop (Trilogia das Joias Negras) estava lançando uma série de fantasia urbana, mas acabou que li a sinopse do primeiro e deixei para ler depois. Burra.

Quem conhece o trabalho da Anne Bishop sabe que ela gosta de inverter os padrões, e ela fez isso nessa série. Ao invés do mundo dominado pela humanidade e os seres sobrenaturais tentando se espalhar, o mundo é dominado pelos Outros, como são chamados os seres sobrenaturais. No caso das Américas, o território é todo deles. Ou seja, qualquer cidade, vila, etc, é construída em uma área alugada. Os Outros não são humanos, nunca foram humanos, não têm parentesco com a humanidade, não pensam como humanos e não têm o menor problema em lembrar a humanidade disso. Só pela construção do mundo já dá para imaginar o que está por vir, não é?

Eu li os três primeiros livros de uma tacada só, surtando muito. Não estou nem em condições de falar muito mais sobre a história sem berrar spoilers, então vai ficar por isso mesmo. Só falo uma coisa: quem tiver a chance, LEIA.

 
E pronto, segunda quinzena de janeiro e fevereiro (março só teve releituras até agora). Daqui para a frente vou entrar em maratona de escrita mesmo, então o ritmo de leitura deve diminuir um pouco.

Ah, e de forma geral o saldo do ano ainda está muito bom.

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