Resenha – Court of Nightfall (Nightfall Chronicles #1)

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Eu falei que ia começar a fazer resenhas, né? E o primeiro post do ano vai ser resenha sim. Me indicaram essa série depois de um evento online, e eu coloquei ela na minha lista. Ia comprar o ebook, aí vi a notícia que os autores estavam preparando uma nova edição do livro. Resolvi esperar. Esqueci de voltar a olhar, e a fila de leitura aqui já está monstra mesmo. Beleza. Aí semana passada vi que os autores estavam para lançar uma novela nova dessa série, e que estavam aceitando novos membros pro grupo deles. Óbvio que fui atrás. Peguei o primeiro livro pra ler e estou aqui me xingando mentalmente de todos os nomes por não ter lido antes.

23718561Court of Nightfall (Nightfall Chronicles #1)
Autor: Karpov Kinrade
Editora: Daring Books
Edição: 2
Ano:  2014
Fanpage

Você pensa que sabe o que é certo e o que é errado? Então me diga se este homem deve morrer. Ele é meu inimigo. Ele será meu fim.

Ele é aquele que amo.

Passei minha vida em tons de cinza. Morri e retornei para um mundo de cores. Lutei contra um Anjo e sobrevivi. Beijei o Príncipe dos Corvos. Eu encarei o Lorde da Noite e o fiz se ajoelhar. Fui aceita nas Quatro Ordens, e eu criei a quinta. Eu libertei a Sombra de Roma. Eu me sento no Trono do Crepúsculo.

O homem pede minha rendição. Ele pede por paz. Ele chegou tarde demais. A garota que ele conheceu se foi, e a morte está no seu lugar. Eu sou Nightfall, e esta é minha história. Você pensa que a conhece?

Pense de novo.

Sinopse nem um pouco chamativa, não é? Pois é. Eu e minha mania de não ler sinopses… Se tivesse lido nunca ia ter deixado ele ficar pra trás na lista.

Vamos lá: Court of Nightfall conta a história de Scarlett Night,  uma garota plebeia. O livro começa quando ela tem 9 anos e está sendo testada para saber se é uma Zenith ou não. Por mais que ela tenha certeza que o resultado vai ser positivo, porque ela se cura muito mais depressa que as outras pessoas e é mais forte que as meninas da idade dela, o resultado é negativo.

E é assim que o leitor começa a ser apresentado ao mundo dessa série. Séculos atrás, houve o Cataclisma. Humanos e Nefilins lutaram, e a humanidade acabou escravizada pelos Nefilins, até que uma mulher chamada Juliana liderou uma rebelião. Ela trouxe de volta as Quatro Ordens: Templário, Teutônico, Hospitaleira e Inquisição (nota básica: sim estou fazendo tradução mais ou menos dos termos xD), libertou a humanidade, e conseguiu uma trégua com os Nefilins. Essa trégua durou até que um Nefilim chamado Nyx derrubou a Rainha do Crepúsculo e começou uma guerra contra a humanidade. E é esta guerra que ainda está em andamento durante a infância da Scarlett.

Scarlett é o tipo de personagem que eu adoro. Com 9 anos ela já consegue olhar ao redor e ver o que está errado, e não tem medo de dar a cara a tapa e lutar pelo que acha que é certo. Ela tem poucos amigos: Jax Lux, seu vizinho, que cresceu praticamente como seu irmão, e as irmãs Ella e Brooke, duas Zenith que ela conhece depois do seu teste. E isso já é uma mostra do que eu falei sobre ela fazer as coisas que acha certas: em um mundo de classes sociais bem definidas, os Zenith são a escória da escória. Eles são humanos com poderes paranormais, e esses poderes são prova de que, em algum momento, seus antepassados tiveram filhos com Nefilins. Eles são temidos/odiados/caçados. Aquele combo de sempre.

Meus sonhos acabaram de se tornar realidade, e isso nem importa mais.

O sonho da Scarlett é ser piloto de avião. O pai dela a ensinou a pilotar, ela é boa, mas só tem um problema: ela tem um tipo de daltonismo e só vê tons de cinza. Mas ela é teimosa e mesmo assim insiste. Preciso falar que amei a personagem? Não, né.

Bom, vou correr com isso aqui senão essa resenha vai ser um testamento.

A família de Scarlett tem segredos. Ela sabe disso, mas nunca tem respostas quando questiona. Até que ela descobre parte desses segredos da pior forma: seus pais estavam escondendo uma arma – além do fato que eram Cavaleiros de uma das Quatro Ordens – e um Nefilim está atrás deles.

É a partir daí que a vida de Scarlett muda completamente. Ela é jogada em um mundo que ela não entende, e percebe que a corrupção que ela sempre viu no sistema é pior do que ela pensava: as pessoas simplesmente não se importam. E, para lutar pelo que ela acredita que é certo, ela se torna Nightfall.

Eu não vou falar muito mais da história por motivos de spoilers para quem for ler (sorry, só tem em inglês mesmo. Os autores já falaram que super têm interesse em publicar em outras línguas, mas precisam de editora. Pois é), mas definitivamente entrou na minha lista de melhores séries. A Scarlett é o tipo de personagem que amo: não fica esperando as coisas acontecerem ou alguém tomar atitude, ela vai lá e FAZ, mesmo que isso possa custar caro para ela. Ela segue a sua consciência, e ponto.

– Eu sei. – ele sussurra. – Eu sei o que você é, Scarlett. Eu sei que, nesse momento, você pode me matar. Mas primeiro, considere que não contei seu segredo para ninguém. E agora eu te pergunto, não como seu superior, não como seu juiz, mas como seu amigo. O que você faz quando deixa o Castelo Vianney?

Ele sabe.

E ele quer acreditar em mim.

Eu forço minha mente a se acalmar. Penso em todos os meus sonhos. Todas as minhas razões para vir para cá, para liderar os Templários Sombrios. Tudo o que eu faço, eu faço por um motivo. E então eu lhe dou a verdade mais profunda que tenho para dar:

– Eu luto para acabar com o sofrimento.

O livro toca em um ponto que eu sempre acho interessante: como a mídia pode ser usada para manipular as massas. Todo mundo acredita que os Nefilins são ‘do mal’, que começaram uma guerra contra humanidade basicamente à toa. Mas as coisas não são bem assim. Os rebeldes Zenith não são os monstros que as Ordens dizem que são. Mas é muito fácil esconder parte das informações e só deixar as pessoas ficarem sabendo do que vai tornar mais fácil controlá-las e fazer com que ajam de acordo com o que o governo quer.

Court of Nightfall tem tudo o que eu amo: protagonista forte, paralelos com a realidade, história/mundo no melhor estilo mistureba louca (fantasia urbana/distopia com uma pegada de história de super-herói), política, ação (saaaaaangue) e muitas reviravoltas. Comecei a ler o livro de madrugada. A ideia era ler alguns capítulos, dormir, e terminar de ler quando acordasse. No fim das contas eu fui dormir quase 6h da manhã, depois de ter terminado de ler e surtado um tantinho no whatsapp.

Para quem gosta de protagonistas fortes e fantasia urbana, super recomendo. Tenho a leve impressão de que vai ter livro dessa série entre os melhores desse ano.

Pra quem lê em inglês, o livro está disponível na Amazon (e de graça pra quem tem Unlimited), e os autores ainda estão com o grupo aberto para quem se comprometer a resenhar (se alguém interessar me chama no facebook que passo o link). Para quem não lê em inglês… Bora pentelhar editora hahaha

Resenhas do restante da série em breve (sim, todas esse mês).

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